2009/06/28

A evolução e o atraso

Já disse por aqui que, mesmo há mais de 10 anos trabalhando com TI, sempre me surpreendo quando percebo o quanto a tecnologia é útil quando evolui na direção certa. Exemplo? Frase recém-digitada no MSN:

"é besta, mas acabei de pegar um leitor de micro-SD, botar o cartão que estava no meu palmtop, colocar na USB 2.0 do meu computador e copiar os arquivos que ali estavam, olhando para um monitor de 22 polegadas...

cara, 10 anos atrás eu teria que vender um carro 0km pra ter o equivalente a isso e ainda assim seria lento e cheio de problemas."

Para quem cresceu olhando para telas verdes de 12" e gastava um mês esperando terminar 36 poses para pagar pra revelar o filme, e ainda passava dificuldade para levar um (UM) programa em disquetes que quase sempre davam problema na hora de ler, é uma maravilha notar a facilidade com que se leva mihares de fotos, programas e horas de músicas daqui prali. E transfere-se rápido e sem problemas. Melhor: gasta-se relativamente pouco por isso (comparem o preço de um monitor de 20" ou um notebook hoje e 10 anos atrás, ou um cartão de 4GB com 10 filmes de 36 poses). Com R$ 2.500 tem-se um baita computador e, de quebra, um notebook. Não foi nem o que meu pai gastou num Pentium-166 com Windows 95 e monitor de 15" em 1997. E olhem que o Real desvalorizou um bocado de lá pra cá.

Mas a melhor parte é... tudo funciona. Pen-drives não falham tanto quanto disquetes. HDs hoje duram quase 10 anos. Até o Windows não trava tanto quanto em 95. Isso sim é progresso! :) E alguém lembra do Wordstar?

Aí vem o outro lado... mais de 90% da população mundial nem sabe o que é isso. Dá pra imaginar? mais de 6 bilhões de pessoas não fazem idéia do quanto a vida pode ser melhor, porque na maior parte dos casos estão correndo atrás do que comer. E outros tantos até sabem e poderiam ter à mão, mas estão ocupados demais planejando como jogar bombas em outros.

Nessas horas eu passo a entender bem a utopia de Jacques Fresco, sintetizada na série de filmes Zeitgeist: imaginem se toda a (ou a maioria da) população do planeta, em vez de gastar tempo tentando se matar ou se fazer mal, ou perdidos em fantasias inúteis, ou preocupando-se com o essencial à vida, tivesse garantida a subsistência e pudesse (e estivesse de fato a) ocupar-se apenas em ajudar no progresso da humanidade.

É algo que hoje é tão absurdo que só poderia ser utopia mesmo... mas parem e pensem por um instante: e se fosse possível? E se vocês vivessem nesse mundo? Será que dariam o devido valor?

2009/05/14

Recorde

Acabei de notar: dois posts em menos de 12 horas? Caraaaaacas, é recorde histórico.

... com este, são três!!!! Nnnnnóóóóóóóóóóóóóó........

Gostos, insegurança e o sentimento de pertinência - I

Passeando por aí lembrei-me de um assunto que me intriga há algum tempo: começa com a questão de gostar de mais músicas estrangeiras do que nacionais.

Há algum tempo, alguém me criticou por quase não ter músicas nacionais na minha coleção. Realmente, quase não as havia. Mas deviam ser mais do que as de autores finlandeses, australianos, alemães, suecos, holandeses e até eslovenos, isoladamente.

(e sim, haviam todos esses.)

A questão me parece simples: há muito mais nacionalidades estrangeiras do que brasileiras. Não é óbvio? Ademais, não é por ser da minha nacionalidade que devo me obrigar a gostar do estilo. Lamento MCs *, baianeiros, breganejeiros e bregodeiros, tem coisa que simplesmente não desce, por mais patriota que eu seja (ou, ao menos, tente... e com afinco, copas à parte, inclusive). Digo sem a menor vergonha. Mas ousem falar mal d'O Rappa ou dos Chicos (tantos), ou da Zizi Possi, ou tantos outros (quase) anônimos... :)

É questão de gosto - e se transporta, pela mesma lógica, a outros aspectos da vida moderna. E viva a diversidade cultural!

Voltarei a esse assunto com maior profundidade um dia - mas não prendam a respiração.

2009/05/13

Prateleiras em caixas de fósforos

Ainda refletindo sobre o assunto anterior (sim, me impressionou)...

Quando criança, costumava me pasmar com a coleção de discos do meu pai. Não apenas eu, todos os que a viam. Era uma coleção eclética, de Elomar ao Bebop, deMilton Nascimento a Alice Cooper, e ocupava, brincando, uns 6 metros em fila. Considerando que cada LP+embalagem tivesse 3mm em média, seriam cerca de 200 discos, espalhados em várias prateleiras.

Estendo, pois, ao leitor, o motivo de minha pasmação: passando todo o conteúdo dos LPs de meu pai, usando integralmente a qualidade de CDs atual, cabem cerca de 12 LPs em cada um daqueles cartõezinhos furrecas de menos de dois centímetros quadrados. Entenderam? 17 cartões absorvem os 200 LPs, e ainda com capas e encartes escaneados em alta resolução. Sem nem apelar para MP3.

Agora parem e pensem... imaginem 200 LPs enfileirados, um após o outro em um armário com 4 prateleiras de 1,5m. Ou uma única prateleira com 6m de comprimento, abarrotada de LPs. Visualizem o volume. Imaginem as prateleiras curvando-se, torcidas, ao peso de tanto disco. Enxergam?

Pois então imaginem todo esse volume e peso, toda a bagagem cultural, a representatividade de gerações, a diversidade sonora de todas essas prateleiras abarrotadas comprimidas até o tamanho de uma caixa de fósforos. Não de Fiat Lux com 300, nem mesmo São João de 40, e sim aquelas distribuídas em motéis, com 20 palitos ou menos. Pois é isso. Friamente.

É engraçado, muito engraçado. E não sei expressar o nó que me dá: a coleção de 200 LPs do meu pai, com quem dividi espaço por boa parte de minha infância, cabe numa miniatura de caixa de fósforos... e sobra espaço. E muito.

2009/05/06

Momento nerd...

Hoje me caiu uma ficha esquisita... já colocaram um cartão MicroSD ao lado de um HD? Pois é, hoje tive essa idéia.

O resultado me pasmou. a 1 metro de distância, o cartão é quase invisível ao lado do HD. Entretanto, tem a mesma capacidade de um HD de meros 12 anos atrás - e custa, hoje, um décimo do preço do HD 12 anos atrás. Estão rindo? Do vinil ao CD, meu pai esperou mais de viiiinte anos, cara! :D 12 anos é só meia geração.

É algo assustador pensar que, em 10 anos, provavelmente teremos 2TB numa merdinha menor que uma moeda de 10 centavos.

Em suma: quanto mais convivo com tecnologia, mais me espanto com ela.

FIM!

2009/02/16

Distorções homéricas de duas palavras

Engraçado como poucas letras mudam completamente o significado de frases inteiras...

Tempo atrás alguém me propôs a brincadeira de acrescentar duas palavras ao final de cada frase dita. Eis o resultado da brincadeira transposta a algumas semanas de frases do Orkut:

Tenha tato: não menospreze a sua própria oportunidade NA CAMA Você é profundamente ligado à sua casa e família NA CAMA??? (ugh, feio!) A sociedade prepara o crime, o criminoso o comete... NA CAMA?!? ¬¬ Faça apenas o que o coração manda... NA CAMA. Uma boa época para concluir tarefas inacabadas NA CAMA! uhú! Você tem uma grande necessidade e capacidade de realização NA CAMA! O vício de hoje pode se tornar a virtude de amanhã NA CAMA! Rá! Você escapará por um triz de um problema sério NA CAMA! afff Todos os seus sonhos serão realizados NA CAMA!!! AÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!! O coração é mais sábio do que a razão NA CAMA! :/ Você aproveitará uma oportunidade em breve NA CAMA. Você será reconhecido e homenageado como líder de uma comunidade... NA CAMA??? 8| Você subirá de posição social sem nenhum esforço especial NA CAMA!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH!!!!!!

*Obs.: cara, essa última eu ainda quero ver! :D

2009/02/10

Rotina

Ano novo, vida nova...

... o atraso de sempre. XD