2009/05/14

Gostos, insegurança e o sentimento de pertinência - I

Passeando por aí lembrei-me de um assunto que me intriga há algum tempo: começa com a questão de gostar de mais músicas estrangeiras do que nacionais.

Há algum tempo, alguém me criticou por quase não ter músicas nacionais na minha coleção. Realmente, quase não as havia. Mas deviam ser mais do que as de autores finlandeses, australianos, alemães, suecos, holandeses e até eslovenos, isoladamente.

(e sim, haviam todos esses.)

A questão me parece simples: há muito mais nacionalidades estrangeiras do que brasileiras. Não é óbvio? Ademais, não é por ser da minha nacionalidade que devo me obrigar a gostar do estilo. Lamento MCs *, baianeiros, breganejeiros e bregodeiros, tem coisa que simplesmente não desce, por mais patriota que eu seja (ou, ao menos, tente... e com afinco, copas à parte, inclusive). Digo sem a menor vergonha. Mas ousem falar mal d'O Rappa ou dos Chicos (tantos), ou da Zizi Possi, ou tantos outros (quase) anônimos... :)

É questão de gosto - e se transporta, pela mesma lógica, a outros aspectos da vida moderna. E viva a diversidade cultural!

Voltarei a esse assunto com maior profundidade um dia - mas não prendam a respiração.

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