Acabei de notar: dois posts em menos de 12 horas? Caraaaaacas, é recorde histórico.
... com este, são três!!!! Nnnnnóóóóóóóóóóóóóó........
Desventuras mundanas de uma criatura comum
Acabei de notar: dois posts em menos de 12 horas? Caraaaaacas, é recorde histórico.
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Passeando por aí lembrei-me de um assunto que me intriga há algum tempo: começa com a questão de gostar de mais músicas estrangeiras do que nacionais.
Há algum tempo, alguém me criticou por quase não ter músicas nacionais na minha coleção. Realmente, quase não as havia. Mas deviam ser mais do que as de autores finlandeses, australianos, alemães, suecos, holandeses e até eslovenos, isoladamente.
(e sim, haviam todos esses.)
A questão me parece simples: há muito mais nacionalidades estrangeiras do que brasileiras. Não é óbvio? Ademais, não é por ser da minha nacionalidade que devo me obrigar a gostar do estilo. Lamento MCs *, baianeiros, breganejeiros e bregodeiros, tem coisa que simplesmente não desce, por mais patriota que eu seja (ou, ao menos, tente... e com afinco, copas à parte, inclusive). Digo sem a menor vergonha. Mas ousem falar mal d'O Rappa ou dos Chicos (tantos), ou da Zizi Possi, ou tantos outros (quase) anônimos... :)
É questão de gosto - e se transporta, pela mesma lógica, a outros aspectos da vida moderna. E viva a diversidade cultural!
Voltarei a esse assunto com maior profundidade um dia - mas não prendam a respiração.
Ainda refletindo sobre o assunto anterior (sim, me impressionou)...
Quando criança, costumava me pasmar com a coleção de discos do meu pai. Não apenas eu, todos os que a viam. Era uma coleção eclética, de Elomar ao Bebop, deMilton Nascimento a Alice Cooper, e ocupava, brincando, uns 6 metros em fila. Considerando que cada LP+embalagem tivesse 3mm em média, seriam cerca de 200 discos, espalhados em várias prateleiras.
Estendo, pois, ao leitor, o motivo de minha pasmação: passando todo o conteúdo dos LPs de meu pai, usando integralmente a qualidade de CDs atual, cabem cerca de 12 LPs em cada um daqueles cartõezinhos furrecas de menos de dois centímetros quadrados. Entenderam? 17 cartões absorvem os 200 LPs, e ainda com capas e encartes escaneados em alta resolução. Sem nem apelar para MP3.
Agora parem e pensem... imaginem 200 LPs enfileirados, um após o outro em um armário com 4 prateleiras de 1,5m. Ou uma única prateleira com 6m de comprimento, abarrotada de LPs. Visualizem o volume. Imaginem as prateleiras curvando-se, torcidas, ao peso de tanto disco. Enxergam?
Pois então imaginem todo esse volume e peso, toda a bagagem cultural, a representatividade de gerações, a diversidade sonora de todas essas prateleiras abarrotadas comprimidas até o tamanho de uma caixa de fósforos. Não de Fiat Lux com 300, nem mesmo São João de 40, e sim aquelas distribuídas em motéis, com 20 palitos ou menos. Pois é isso. Friamente.
É engraçado, muito engraçado. E não sei expressar o nó que me dá: a coleção de 200 LPs do meu pai, com quem dividi espaço por boa parte de minha infância, cabe numa miniatura de caixa de fósforos... e sobra espaço. E muito.
Hoje me caiu uma ficha esquisita... já colocaram um cartão MicroSD ao lado de um HD? Pois é, hoje tive essa idéia.
O resultado me pasmou. a 1 metro de distância, o cartão é quase invisível ao lado do HD. Entretanto, tem a mesma capacidade de um HD de meros 12 anos atrás - e custa, hoje, um décimo do preço do HD 12 anos atrás. Estão rindo? Do vinil ao CD, meu pai esperou mais de viiiinte anos, cara! :D 12 anos é só meia geração.
É algo assustador pensar que, em 10 anos, provavelmente teremos 2TB numa merdinha menor que uma moeda de 10 centavos.
Em suma: quanto mais convivo com tecnologia, mais me espanto com ela.
FIM!